segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ciências Sociais em luta!

Quinta-feira, dia 20 de Agosto boa parte do corpo discente do Curso de Ciências Sociais juntamente com alguns professores, realizaram a primeira de uma série de manifestações publicas em protesto contra o impedimento que muitos estudantes e ex-estudantes Licenciados em Ciências Sociais pela UFCG que foram aprovados no concurso público para seleção de professores de Filosofia e Sociologia para a rede estadual de ensino de exercerem suas funções de docência.
A questão está na redação do edital Nº 01/2008, que rege o concurso. Segundo oficio da reitoria da UFCG encaminhado ao governo do Estado, a não contratação de candidatos egressos depois de 1998, conforme o edital em referência, sem citar em que normas, pareceres ou portarias do MEC se baseia atingiu diretamente a UFCG e o seu alunado. A redação foi equívoca ao se basear em interpretação de pareceres e resoluções pretéritas do MEC, já superadas pela atual legislação. Das cercas de 250 vagas oferecidas no concurso, 99 foram preenchidas pelos classificados, e destes apenas 25 tomaram posse.
Mesmo diante do claro equívoco na redação do Edital do concurso, as secretarias de Administração e Educação agem de forma intransigente e desrespeitosa com os estudantes negando deliberadamente aos Cientistas Sociais aprovados o direito de lecionarem Sociologia na educação básica do estado. Enquanto isso, 150 mil alunos das escolas estaduais estão sem professor de Sociologia.
Já estão previstas pelo menos mais dois atos públicos organizados pelos Cientistas Sociais da Paraíba: a 2ª mobilização ocorrerá na terça-feira dia 25 de agosto. A concentração será a partir das 8:30hs, no Centro Acadêmico de Ciências Sociais (Bloco BA, Térreo), e o ato público está previsto para o final da manhã na entrada da universidade. A 3ª mobilização está prevista para o dia 3 de Setembro, na capital do estado, João Pessoa.
Os estudantes de Ciências Sociais da UFCG, por meio do seu Centro Acadêmico, vêm a público denunciar as atitudes de intransigencia a desrespeito por parte do governo da Paraíba. A LUTA É DE TODOS!!!
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sábado, 1 de agosto de 2009

Ciências Sociais

O curso de Ciências Sócias é baseado em três áreas principais: a Sociologia, a Antropologia Social e as Ciências da Política.
O perfil do cientista social é o de um especialista na temática social, antropológica e Política.
O papel do cientista social tem sido tem sido extremamente importante na análise as sociedade brasileira, um dos mais interessantes laboratórios sociais do mundo, com sua diversidade, dilemans e contradições.
O curso, que estuda o ser humano e seus relacionamentos, oferece duas opções de graduação: o bacharelado, que forma o profissional para atuar como pesquisados, consultor e gestor; e modalidade licenciatura, que credencia o profissional para atura na Educação Básica.
O estudante de Ciências Sociais deve ter gosto pela leitura e interesse no estudo, em uma perspectiva científica, dos processos sociais, políticos e culturais.
Também é necessária uma boa dose de curiosidade intelectual, gosto pelo raciocínio abstrato e principalmente facilidade para articular conceito e expor idéias por escrito.
O aluno precisa ter uma postura crítica em relação à realidade política e cultural que o cerca e ao mesmo tempo curiosidade intelectual para analisar os fenômenos e produzir os trabalhos de uma perspectiva científica.
O trabalho do Cientista social demanda curiosidade intelectual pelos fenômenos sociais, antropológicos e temáticas do poder. A carreira de um cientista social pode conduzir a uma viagem no campo etnográfico de populações amazônicas ou à investigação de linhagens genealógicas de séculos passados. Pesquisa-se a violências urbana, as relações modernas de trabalho, a temática do meio ambiente, a política brasileira, as relações internacionais e uma série de outros assuntos.

Graduação em Ciências Sociais na UFCG

O curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande foi criado em 1962 e reconhecido pelo decreto-lei nº 74.005, de 2 de Maio de 1974. São portanto, mais de quatro décadas de experiência acumulada na transmissão do conhecimento nas Ciências Sociais.
O curso tem duas habilitações: a licenciatura, que habilita o graduado a lecionar em escolas de Educação Básica, e o Bacharelado, nas áreas de concentração em Sociológia, Antropologia e/ou Ciência Política.
Em 2009, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes do Ensino Superior atribuiu conceito 4 ao Curso de Ciências Sociais, sendo o mais bem avaliado curso da Região Nordeste num total de 16 cursos avaliados, e 17º mais bem avaliado do país num total de 89 cursos avaliados.

Unidade Acadêmica de Ciências Sociais

o Curso de Graduação em Ciências Sociais da UFCG é coordenado pela Unidade Acadêmica de Ciências Sociais, que também coordena o recentemente cirado curso de graduação em Filosofia e o Programa de Pós-Graduação em Ciências sociais com os cursos de mestrado e doutorado.
Os professores da Unidade Acadêmica de Ciências Sociais (UACS) são distribuídos em 5 áreas de conhecimento: Sociologia, Antropologia, Política, Filosofia e Direito. A UACS vem desenvolvendo uma política radical de aperfeiçoamento do seu corpo docente através do Programa Institucional de Capacitação docente, financiado pela CAPES (Comissão de Aperfeiçoamento do Ensino Superior). A maioria dos professores tem doutorado, e alguns estão encontram-se atualmente afastados realizando cursos de doutorado e pós doutorado.

Eis alguns dos professores da Unidade Acadêmica de Ciências Sociais que também integram o corpo docente do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da UFCG:

- Luis Henrique Hermínio Cunha: Doutor em Desenvolvimento sócio-ambiental - NAEA/UFPA. Desenvolve pesquisa nas áreas de Ecologia política; Recursos comuns e conservação e Assentamentos no semi-árido.

- Roberto Véras de Oliveira: Doutor em Sociologia – USP. Desenvolve pesquisa nas áreas de Trabalho; Ação coletiva; Políticas públicas.

- Benedita Edina de Lima Cabral: Doutora em Ciências Sociais – UNICAMP. Desenvolve pesquisa nas áreas de Família, envelhecimento e sociedade.

- Lemuel Dourado Guerra Sobrinho: Doutor em Sociologia – UFPE. Desenvolve pesquisa nas áreas de Religiosidade; Corpo; Meio ambiente e desenvolvimento.

- Magnólia Gibson da Silva: Doutora em Sociologia - UFPE. Desenvolve pesquisa nas áreas de Religiosidade e sistemas simbólicos.

- Mércia Rejane Rangel Batista: Doutora em Antropologia – Museu Nacional/ UFRJ. Desenvolve pesquisa nas áreas de Etnicidade; Questões raciais; Antropologia política.

- Rodrigo de Azeredo Grünewald: Doutor em Antropologia - Museu Nacional/ UFRJ. Desenvolve pesquisa nas áreas de Etnicidade; Religiosidade; Turismo.

Programas permanentes  Extra-classe

Alem das atividades de sala de aula relacionadas às disciplinas, a Universidade Federal de Campina Grande oferece aos seus discentes uma diversidade de atividades extra-classe para aperfeiçoar e desenvolver a formação acadêmica. São programas e projetos de pesquisa e/ou extensão, muitos deles com financiamento de bolsas para alunos selecionados. Eis alguns dos projetos oferecidos a estudantes de Ciências Sociais:

PET – Antropologia: é o Programa de Educação Tutorial em Antropologia destina-se a ampliar a formação do aluno tanto na dimensão teórica quanto na prática. É financiado pela CAPES, com bolsa de R$ 300,00, que pode ser mantida até o final do curso. É um dos mais antigos programas de extensão da UFCG. O PET – Antropologia é coordenado atualmente pela Antropóloga e Professora Mércia Rejane, da Unidade Acadêmica de Ciências Sociais.

Monitoria: Programa financiado pela UFCG / MEC, destinado ao treinamento de alunos na prática de docência de níveo superior.

Prolicen: o Programa de Licenciatura visa a realização de projetos de pesquisa na área da Educação.
É destinado à alunos dos cursos de Licenciatura, e oferece Bolsas no valor de R$ 250,00.

PROBEX: O Programa de Extenção contempla projetos de atuação extra-universidade, podendo ser realizado junto a comunidades, movimentos sociais, agências governamentais e ONGs. A Bolsa é no valor de R$ 250,00.


PIBIC: O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica é financiado pelo Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Destina-se ao treinamento de alunos na prática da pesquisa. A bolsa é de R$ 300,00 + seguro saúde.

PIBIAC: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Artístico-Cultural visa o desenvolvimento de projetos de cunho artístico e cultural, contemplando a interação entre teoria e prática do Aluno.

Nosso profissional

O cientista social tem como objeto de estudo e pesquisa a sociedade humana: instituição, grupos, comportamento, modos de vida, formas de pensamentos, relação de poder, etc.

Seu campo de trabalho é abrangente. Eis algumas de suas atividades profissionais:

- Realizar, coordenar e orientar atividades de pesquisa;

- Assessorar movimentos sociais e ONGs;

- Prestar acessória a órgãos governamentais;

- Coordenar o Planejamento Social

- Elaborar métodos de interpretação e análise de dados das Ciências Sociais;

- Assessorar a exercer atividades em institutos de pesquisa de opinião;

- Lecionar em escolas de Educação Básica e em instituições de Educação Superior;

- Assessorar partidos políticos e campanhas eleitorais;

- Estudar os diversos grupos étnicos e minorias sociais;

- Prestar consultoria a empresas e instituições no contexto da Globalização;

- Trabalhar junto a órgãos estatais como o Ministério Publico, produzindo levantamentos, estudos e pareceres que embasem decisões judiciais;

- Elaborar previsões de mudanças e tendências de comportamento, consumo, moda, etc.

Prólogo

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Em 2008, às portas de entrar no Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande, sentia eu que poucas pessoas, dentro e fora da comunidade acadêmica, conheciam o trabalho de um cientista social. As Ciências Sociais parecem estar enclausuradas às universidades, como sendo uma ciência abstrata que não teria muito a oferecer à grande massa.
Isto é um grande equívoco. A Sociologia já nasceu da latente necessidade de uma ciência que estudasse especificamente a sociedade, e principalmente no nosso contexto pós-moderno é essencial que se estude o comportamento, as transformações e os fascinantes fenômenos da sociedade. A obrigatoriedade do ensino de Sociologia na Educação Básica deve ter o propósito de aproximar a Sociologia do seu próprio objeto de estudo, a sociedade. Digo deve, porque isto depende dos próprios Sociólogos, e da atuação destes no Ensino. O cientista social deve se desprender de uma análise contemplativa da sociedade, mais pode e deve ser agente transformador dela.
A quem diga que o Sociólogo é em essência um rebelde. Rebelde não no sentido de anárquico, mais no sentido de pensar diferente, dizer o novo, escandalizar a própria sociedade com descobertas não perceptíveis ao senso comum. Sendo assim, nada mais natural para o Sociólogo fazer com que a sociedade se veja com um novo olhar, que pode ser crítico, subjetivo, científico, e até revolucionário.
Hoje, no Brasil, vivemos em uma relativa democracia que nos permite a livre manifestação de pensamento. Isto significa liberdade da academia para pensar e criar o pensamento contemporâneo. Podemos, portanto, contribuir, decisivamente, para o progresso do Brasil!




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