terça-feira, 10 de novembro de 2009

DIREITO DE ESCOLHA: Democracia é Assim


CAROS COLEGAS,

Diante dos constantes bombardeios pautados em calunias e difamações, proveniente do desespero e da obcecada sede de poder por parte de alguns professores que se dizem comprometidos com o Curso de Ciências Sociais desta instituição, o centro Acadêmico de Ciências Sociais (gestão Outsiders) – verdadeiro representante da classe estudantil e fomentador de importantes mudanças positivas em tão curto prazo de tempo – resolve tornar público alguns esclarecimentos no que diz respeito ao contexto das eleições do Centro de Humanidades .

Os representantes do Centro Acadêmico de Ciências Sociais tomaram a iniciativa de entrar em contato com os representantes dos C.A´s de Administração, Economia, Filosofia, Geografia, e juntos escolheram nada mais nada menos que 7 representantes discente para participarem do CEPE E CONSAD – Conselho Administrativo, cuja assembléia determina como deve ser a Resolução da eleição do Centro de Humanidades . Foi através da iniciativa do nosso C.A ( liderados pelos diretores Mônica Silva e Renato Cristiano) e através da união dos Centros Acadêmicos já citados, que conseguimos de forma HISTÓRICA implementar várias conquistas. Foi através de nossa união que conseguimos: 1º Aprovar a PARIDADE (mesma peso de votos entre professores, técnicos e ALUNOS); 2º Aprovar que qualquer professor como vinculo efetivo pudesse se candidatar a diretor do Centro de Humanidades ( antes tal candidatura só era aceita se o professor tivesse no mínimo o TITULO de DOUTOR). A quantidade de representantes que levamos para participarem dessa reunião foi decisiva! Só pra citar exemplos, sem o nossos 7 votos, e sem a nossa aprovação nesse quesito, SERIA INVIAVEL a candidatura da chapa “Uma Revolução no Cotidiano do CH” liderada pelo professor Maurino Santana ( que não possui sequer mestrado); e por fim, aprovamos que um servidor também pudesse pleitear as eleições do referido Centro. Em resumo, FOI A NOSSA MARCANTE DECISÃO, REPRESENTAÇÃO e CONQUISTA, QUE TORNOU VIAVEL A CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA E DA JUSTIÇA, DE FORMA JAMAIS OBSERVADA NA HISTÓRIA DA UFCG.

DE FORMA VITORIOSA O C.A de CIÊNCIAS SOCIAIS REVOGOU A EXIGÊNCIA DE APRESENTAÇÃO DE TITULOS POR PARTE DOS PROFESSORES CANDIDATOS;

DE FORMA VITORIOSA O C.A de CIÊNCIAS SOCIAIS DESEMPATOU A VOTAÇÃO DO CONSAD E APROVOU A PARTICIPAÇÃO DOS SERVIDORES, INDEPENDENTE DO NIVEL DE FORMAÇÃO;

DE FORMA VITORIOSA O C.A de CIÊNCIAS SOCIAIS APROVOU A PARIDADE.

OBS> INFELIZMENTE, NESSA MESMA ASSEMBLEIA, O PROFESSOR MAURINO MEDEIROS DE SANTANA, SE ABSTEVE DE APROVAR O VOTO PARITARIO.

O Centro Acadêmico de Ciências Sociais declara ainda que a chapa “Uma Revolução no Cotidiano do CH” foi à única, dentre as três candidaturas, QUE NÃO PROCUROU O A DIRETORIA DO CACS para expor suas propostas e solicitar apoio. Dito isso, e levando em conta a falta de planejamento dessa chapa, e tendo em vista que o então candidato Maurino Santana não demonstrou NENHUM ESFORÇO EM DEFENDER O VOTO PARITÁRIO NO CONSAD, o Centro Acadêmico de Ciências Sociais, instituição defensora dos interesses dos estudantes não só de Ciências Sociais, mais de todos os alunos da UFCG, RESOLVE demonstrar-se NEUTRA perante as Eleições do CH. Nosso papel é o de representar a classe estudantil, como bem fizemos através do CONSAD e CEPE.

Contudo, a Instituição em momento algum questionará a postura dos seus membros que se recusarem A SEGUIR O PSEUDO DETERMINISMO em que os estudantes são obrigados a votarem NÃO em proposta, mas sim pela COERÇÃO que os levam a acreditar que devemos optar por determinado candidato, sob a desculpa que o mesmo ministra aulas no curso. Se os alunos do CH se deixassem levar por essa falácia, jamais o PROFESSOR LEMMUEL GUERRA teria sido eleito com a margem de 85% dos votos dos alunos do CH.

Antes disso, nós Cientistas Sociais devemos fazer uma reflexão de como foi a administração da equipe que apóia essa coerção. Será que o nosso Departamento abria de forma regular? Será que a Coordenação e seus funcionários cumpriam com os horários de atendimento dos alunos? Será que essa equipe que está no poder desde 1993 não tem nenhuma parcela de culpa no problema das licenciaturas? Será que os nossos professores - que convivem de perto com essa equipe e sabem da “competência” de cada um deles – vão apoiá-los? Será que o verdadeiro interesse dessa equipe não é o de mobilizar a massa contra o atual Governo, em favor de outros candidatos? Já que essa “equipe” se diz tão preocupada com a licenciatura deveriam ao menos resolverem o problema da falta de candidatos a Coordenação/Departamento do nosso curso.

O CACS acredita no potencial de cada colega, e acredita que independente de qualquer apoio institucional, seja positivo, negativo ou neutro, cada um tem a capacidade de escolher o melhor para sua universidade.

A cima de tudo, o que deve prevalecer é o espírito democrático, sem pressão, sem mentiras, sem repressão, sem desespero, sem ALIENAÇÃO.

Não temos medo de calunias, não compartilhamos do sentimento de fracasso, de loucura, de desespero, de humilhação, de interferência, de abuso de poder daqueles QUE NÃO fazem parte da classe estudantil.

Nosso sucesso está pautado na coragem e no apoio de cada um de nossos colegas que enxergam o nosso esforço em implementar verdadeiras mudanças, e defender com unhas e dentes o movimento estudantil. Mais importante do que falar, é ter o que falar!

Cordialmente,
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Diretoria Geral
CENTRO ACADÊMICO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Morre Claude Lévi-Strauss


O antropólogo Claude Lévi-Strauss em foto de 8 de junho de 2001.



Ele é considerado o fundador da Antropologia Estruturalista. Entre 1935 e 1939, lecionou sociologia na USP.


Foi anunciada nesta terça-feira (3) a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss. A informação é da editora do intelectual, pela qual o falecimento teria ocorrido entre sábado e domingo. Criado em Paris, ele nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908. Fundador da Antropologia Estruturalista, é considerado um dos intelectuais mais relevantes do século 20.

Membro de uma família judia francesa intelectual, Lévi-Strauss estudou Direito e Filosofia na Sorbonne, em Paris. Lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo (USP), de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central.

Ali passou breves períodos entre os índios bororós, nambikwaras e tupis-kawahib, experiências que o orientaram definitivamente como profissional de antropologia.

Em 1955, publicou "Tristes Trópicos" - um registro dessas expedições. No livro, ele conta como a vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.

Após retornar à França, em 1942, mudou-se para os Estados Unidos como professor visitante na New School for Social Research, de Nova York, antes de uma breve passagem pela embaixada francesa em Washington como adido cultural.

Fez parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.

Lévi-Strauss passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos.

Jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como única. Enfatizava que a mente selvagem é igual à civilizada.

As contribuições mais decisivas do trabalho de Lévi-Strauss podem ser resumidas em três grandes temas: a teoria das estruturas elementares do parentesco, os processos mentais do conhecimento humano e a estrutura dos mitos.

Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17º Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha.

Declarou na ocasião: "Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".

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"Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele"


Bibliografia publicada no Brasil

  • Tristes Trópicos (Companhia das Letras, 1996)

  • As Estruturas Elementares do Parentesco (Vozes, 2003)

  • Antropologia Estrutural (Vol. 1) (Cosac Naify, 2008)

  • Antropologia Estrutural (Vol. 2) (Tempo Brasileiro, 1993)

  • O Pensamento Selvagem (Papirus, 2005)

  • Sociologia e Antropologia, de Marcel Mauss (introdução de Claude Lévi-Strauss, Cosac Naify, 2003)

  • O Cru e o Cozido - Mitológicas (Cosac Naify, 2004)

  • Do Mel às Cinzas - Mitológicas (Cosac Naify, 2005)

  • A Origem dos Modos à Mesa - Mitológicas (Cosac Naify, 2006)

  • O Homem Nu - Mitológicas (Cosac Naify, 2009)


* Informações do G1 : http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1364788-5603,00-MORRE+CLAUDE+LEVISTRAUSS.html

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

“ORDEM NA CASA!”


.Renato Cristiano Lima Barreto
Coordenador Geral do Centro Acadêmico de Ciências Sociais
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CIENTISTAS SOCIAIS,

Os nossos cumprimentos não poderiam ser outros que não fossem o agradecimento por acreditar e apostar em mudanças, mudanças essas que vem se concretizando a cada dia com a participação e o apoio daqueles que prezam pela coletividade.
Iniciamos nossos trabalhos com um único pensamento: Fazer valer o apoio e a credibilidade depositada em nossa equipe. As dificuldades são muitas, mas o medo e a omissão jamais serão atributos de todos aqueles que se dizem Outsiders. Tão bom quanto falar, é ter o que falar! Por isso, preparamos com muito carinho esse informativo que constava na nossa carta programa, e que nada mais é do que a prestação de contas de todo um trabalho que vem sendo realizado no curto espaço de tempo desde que fomos escolhidos para representar os alunos do melhor curso de Ciências Sociais do Nordeste(segundo o ENADE 2009).
A todos aqueles que apostam no sucesso, mais uma vez, nosso muito obrigado. Fica aqui um convite: Sejam, também, Outsiders. Opinem, critiquem, mais acima de tudo, construam!
“Sonha e serás livre de espírito. Luta e serás livre na vida.” Che Guevara.

A diretoria do CACS agradece a todos que acreditaram em nossa proposta, especialmente a:

Daniel Oliveira, Fernanda, Livia, Allane, Jamile, Kaline, Deborah, Jessica Souza, Luciene,Isis, Wilton, Rommel, Thiago piolinha, Ana Clara, Diego Maia, Aldenor, Jardelle,Fabiolla, Kassia, Mayra, Conceição, Diego Sousa, Melise, Hammul, Elma, Jacema, Daniel Luis, Rayssa, Bruno Mota, Sonali, Anderson, Darllan, Natana, Nadylle, Jonatta, Waldenio, João,Renatinha, Francinete, Romana, Sammata, Eduarda, Araguacy, Cintya, Arjuna...
Agradecemos ainda aqueles que assinaram o abaixo assinado alterando a data da eleição, a toda turma dos bolas 2009.1 e dos feras 2009.2

Prestação de contas da Gestão OUTSIDERS

Em Julho de 2009 foi eleita a nova diretoria do Centro Acadêmico de Ciências Sociais - UFCG. Com um grande desafio pela frente, a primeira medida adotada pelos OUTSIDERS foi a de colocar “ordem na casa.”
Era notável a necessidade de executar mudanças tanto no espaço físico como no jeito de administrar e dialogar com as pessoas. Antes dos Outsiders tomarem posse, o CACS “dormia” constantemente aberto, devido à fechadura quebrada;
Não existia limpeza periódica, prova disso era o ar-condicionado que exalava poeira para todos os lados, além das lixeiras que transbordavam , deixando o ambiente pouco convidativo; antena da televisão quebrada; DVD que vivia guardado, etc.
Logo no primeiro dia de gestão da nova diretoria o cenário começou a mudar. Uma nova forma de organização foi apresentada aos usuários: Salas extremante limpas; ar condicionado revisado; nova realocação dos moveis, oferecendo por um lado, maior espaço e conforto para os freqüentadores, e por outro, proporcionando um ambiente climatizado para estudos e reuniões, como é o caso da sala de estudos; aquisição de um suporte de televisão e DVD, garantindo brevemente a inauguração do projeto “CINE-CACS”.
É claro que ainda existem muitas coisas que merecem passar por mudanças.
A Diretoria de Estruturação do CACS está trabalhando num projeto de reforma que acontecerá em Dezembro deste ano. Além disso, já foi estabelecido um contato com a Unidade Acadêmica/Departamento no sentido de adquirir um armário, para atender a uma demanda antiga de muitos alunos que não tem onde guardar seus objetos pessoais.
São apenas 3 meses de gestão, ainda existem muitos desafios pela frente, mas como diria Flávio José : “A lagarta rasteja até o dia em que cria asas”


CONFRATERNIZANDO UM NOVO TEMPO: A festa posse...

Apesar da nova diretoria tomar posse sem nenhum centavo em caixa, a festa de comemoração de um novo tempo para o movimento estudantil não poderia passar em branco. E isso realmente não passou! vários colegas contribuíram da forma que puderam para que o CACS tivesse uma das melhores festas da sua história. Esse foi o marco da retomada da integração entre os alunos de ciências sociais. A festa foi um sucesso! Musica ao vivo e muita gente animada, dezenas e dezenas de pessoas lotaram o Centro Acadêmico com o intuito de celebrar a vitoria e a retomada da integração entre os alunos do curso.

"FERAS: BEM-VINDOS!" Uma recepção de sucesso...

Os Outsiders promoveram uma das mais bem sucedidas recepçoes aos feras. Essa atividade consistiu em pelo menos 5 fases:
· Acompanhamento e orientação na montagem das disciplinas, bem como entrega de um jornal informativo( Caderno Social), contendo informações sobre o curso e sobre a universidade;
· Trote legal: aquela velha brincadeira de se passar por professor ( os feras caíram direitinho na conversa da professora Mayra e seus compassas Natália, Conceição!)
· Trote cidadão: Arrecadação de alimentos e roupas, que foram doados a uma instituição de caridade e a algumas pessoas carentes;
· Comes & bebes: Antes dos feras se deliciarem com alguns “quitutes” oferecidos pelo CACS tiveram que passar por um ritual de passagem, onde tiveram seus rostos pintados numa saudável dinâmica de perguntas e respostas, enquanto aguardavam a grande festa de recepção;
· A grande festa: mais uma festa de sucesso promovida pelo CACS. Alguns feras foram embora cedo por conta do transporte...já outros...ficaram até tarde e saíram no lucro! A festa foi bastante animada e contou com duas bandas de Pop Rock.

VIAGEM: ENECS - 2009: “Saudosa maloca, maloca querida...”

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A nova diretoria não mediu esforços para conseguir O transporte para os mais de 50 participantes do Encontro Nacional de Estudantes de Ciências Sociais, em João Pessoa, PB. Foram vários ofícios, inúmeras visitas ao vice-reitor da UFCG, ao chefe da PRAC, e finalmente ao gabinete do professor Alexandre Gama, que liberou o ônibus nas ultimas horas. Mais o trabalho não parou por aí, a comissão organizadora do ENECS pediu o apoio da CACS no sentido de conseguir transporte para os professores palestrantes. Mais todo esse esforço valeu a pena! Foi bonito ver uma das maiores delegações cantando, brincando e se divertindo muito durante o percurso e durante o evento. A viagem para o ENECS/2009 foi simplesmente demais. É importante ressaltar que a gestão Outsiders é composta por 19 membros, e, que enquanto parte da Diretoria se deslocou para coordenar a viagem, uma outra parte dedicou-se intensamente para garantir a manutenção e a administração do CACS.

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CAMPANHA DO ÔNIBUS PARA O CH: O CACS liderou mais uma campanha


Diante da dificuldade em adquirir um transporte para congressos, os Outsiders tomaram a iniciativa de realizar um abaixo assinado em prol da aquisição de um ônibus exclusivo para o nosso Centro de Humanidades, o que facilitaria a participação dos estudantes, do referido Centro, em congressos, conferencias e eventos em geral. O abaixo assinado contou com pouco mais de 700 assinaturas (recolhidas em uma semana), e foi encaminhado para as autoridades competentes.

SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: Um problema além das fronteiras da Universidade...

O ano de 2009 deveria ser uma data comemorativa para a Educação Brasileira, deveria ser o marco da retomada do ensino de Sociologia e Filosofia no ensino médio. Contudo, essa retomada não passou de mera ficção. É possível ver que a Paraíba os coronéis que se revezam no Governo não estão nenhum pouco preocupados com a situação da educação no Estado, muito menos no país. O impasse do Governo do Estado em resolver a injustiça cometida contra os Cientistas Sociais da UFCG e UFPB que ingressaram na universidade após 1998 ultrapassa as fronteiras da universidade e atinge cerca de 150 mil alunos da rede publica que estão sem aulas de Sociologia, ou que estão sendo ensinados por profissionais de outras áreas da educação.
Diante disso, o CACS vem atuando em manifestações, assembléias e reuniões com o intuito de chamar a atenção do Governo da Paraíba para a resolução do problema. Essa não é uma luta só do CACS, mais também de todos estudantes e ex- estudantes de Ciências Sociais do Brasil.
Desde já, o CACS agradece a participação de todos os colegas, e faz um agradecimento especial aos colegas de outros cursos que solidarizam com o problema.


CONSAD & CEPE: VITORIA DA CLASSE ESTUDANTIL!


Os Outsiders conseguiram colocar, novamente, num curto espaço de tempo o CACS no rumo das lutas e da verdadeira representação estudantil, coisa que há muito tempo não se tinha conhecimento.
O C.A ocupa duas cadeiras nas assembléias do Departamento/Unidade. Em setembro/2009 a diretoria travou – numa assembléia do departamento – uma intensa discussão em defesa do voto paritário para a próxima eleição do Centro de Humanidades, pasmem! Nessa assembléia a maioria dos nossos professores de ciências sociais se posicionaram contra o voto paritário.
Tendo em vista que a universidade é sustentada pelo tripé composto por discentes, docentes e técnicos Administrativos, e que a ausência de qualquer um desses elementos extinguiria o sentido de UNIVERSIDADE, os estudantes não poderiam se contentar em ver os rumos de nossa instituição sendo traçados apenas pelos professores, isso sem duvida seria uma grande injustiça. Uma universidade com estudantes “mudos, calados, ou omissos”, é uma universidade sem consciência. Diante disso, o Centro Acadêmico de Ciências Sociais convocou uma reunião histórica com a presença dos Centros Acadêmicos de Administração, Economia, Filosofia, Geografia e História, e juntos conseguiram ocupar cadeiras do CONSAD (Conselho Administrativo) e do CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão), conseguindo, dessa forma, forças suficientes para decidir como deveria ser o processo eleitoral para a escolha dos diretores do Centro de Humanidades. A vitória foi total! A união desses C.A´s possibilitou não só a decisão pela PARIDADE, mais também uma coisa inédita na universidade: A possibilidade de qualquer professor e técnico administrativo com vinculo efetivo na universidade se candidatar a diretores do nosso CH.
É com a participação de todos que a Universidade se torna mais justa!

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

E se a Sociologia fosse um Centro de Convenções?


Noaldo Ribeiro

Para falar a verdade não sei que tipo de questiúncula burocrática impedia o início das obras do Centro de Convenções da capital, cujo projeto e captação de recursos, salvo completo engano, foram herdados da gestão do governador Cássio Cunha Lima, embora a idéia do Pólo Turístico remonte à época do governador Burity. Seja como for, o atual gestor soube resolvê-la rapidinho, afinal uma obra dessa monta dá samba e votos.


Assim como o Centro de Convenções outras obras e programas do governo passado foram levados adiante, mesmo contrariando o seu discurso de que encontrou uma Paraíba destruída, tal como se uma bomba de urânio enriquecido tivesse sido acionada sobre o Estado, restando-lhe, apenas, os escombros.


A partir dessa visão, o governador, “montado a cavalo”, encenou comandar uma caravana que teria como missão “reconstruir a Paraíba” a exemplo de sua colega que chegou ao Poder pelos mesmos meios, Roseana Sarney (MA). Ambos elegeram como prioridades emergenciais a Segurança Pública, a Saúde e a Educação.

Não tenho acompanhado o desempenho da governadora do Maranhão, mas o daqui (após quase nove meses no Poder) conseguiu uma façanha inédita: a segurança piorou e a saúde também. A educação, em particular – desmentindo as diretrizes anunciadas por ele mesmo – vem sofrendo golpes, desfechados pelos seus próprios assessores, como se os mesmos, consciente ou inconscientemente, tivessem uma incontrolada raiva contra pais, alunos e professores da Rede Pública de Ensino, incluindo as IES. Aliás, esse estranho sentimento em desfavor dos docentes paraibanos remonta ao seu segundo mandato, quando se recusou a receber sindicalistas da UEPB, levando-os à greve de fome.

Por isso, vejo sem surpresas, que neste III mandato o ex-senador se volte mais uma vez contra os professores, desta feita os que passaram no concurso para as disciplinas de Filosofia e Sociologia, cuja obrigatoriedade no Ensino Médio é determinada pela Lei 11.684 de 02 de junho de 2008.


A má vontade do ex-senador Maranhão é visível, pois o impasse principal reside no item 2.1 do Edital, ainda elaborado pelo governo anterior, quando o Sr. Neroaldo Pontes, secretário de educação na época, pisou na bola, ao colocar no mesmo que a posse dos aprovados estaria condicionada a apresentação de diploma em Licenciatura em Ciências Sociais com ingresso até em 1988, invalidando, assim, os formandos posteriores a esta data, o que se constitui num verdadeiro absurdo. Tanto é que provocou reação imediata do Reitor da UFCG e da UFPB, visto que o dito item do edital desobedece a Constituição, A LDB e a Resolução do Conselho Estadual de Educação 227/2007 da Paraíba.


Ora, este equívoco no edital seria um prato cheio para o chamado “governador da reconstrução” jogar farpas no seu antecessor, aliás, objetivo central que norteia suas ações de governo que, a bem da verdade, até agora não disse para que veio.


Porém, os argumentos dos seus assessores referendam o edital, afirmando que o mesmo foi elaborado com base em resolução do Ministério da Educação e que os alunos já sabiam de tal exigência (Jornal da Paraíba de 01 de agosto e de 23 de setembro).


No entanto, a verdade é, como sempre, cristalinamente clara. A Resolução 227/2007 do Conselho Estadual de Educação estabelece no seu Art° 6: “Para o exercício da docência de Sociologia, exigir-se-á a Licenciatura em Sociologia ou Licenciatura em Ciências Sociais”. (esse ponto é final).

Portanto, como sugerem os aprovados no concurso, basta que o senador Maranhão corrija a ilegalidade do item 2.1 do edital pela via de um Termo de Ajustamento de Conduta.

Para tanto, carece apenas de um pouco de boa vontade, bem como de um leve esforço para tratar a educação de forma digna, mesmo sabendo que a mesma é capaz de inibir a multiplicação de “currais eleitorais”, tão necessários a políticos sem projetos e sem discurso.


Finalmente, não tenho em mãos a Resolução do mesmo Conselho Estadual de Educação que trata da legitimidade de bacharéis em Ciências Sociais de também ministrarem a disciplina de Sociologia, em caso da falta de pessoal com Licenciatura, como é o caso que se apresenta.


Estou enquadrado nesta situação. Caso o bom senso venha a reinar, na certa serei contratado, mas afirmo desde já que não tenho o menor interesse de participar do movimento sindical, da mesma forma de que não me disponho mais a ir pra capital tomar posse, após receber vários convites, avisos e convocações, e voltar de mãos abanando. Quando eu desejar participar de “pegadinha”, irei procurar a produção do Programa de Sílvio Santos.


Somente para arrematar, pondo um ponto final no contencioso, pergunto: desde quando um edital pode entrar em conflito com a Constituição, com Resoluções do Conselho Estadual de Educação e com a Própria LDB?
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* Publicado em: http://www.paraibaonline.com.br/coluna.php?id=48&nome=E%20se%20a%20Sociologia%20fosse%20um%20Centro%20de%20Conven%E7%F5es?
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Aprovados em Sociologia fazem mais um protesto

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Mayra Silva Diniz Gomes, aprovada em primeiro lugar no concurso
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Licenciados em Ciências Sociais que foram aprovados no último concurso público da Secretaria de Educação da Paraíba para o cargo de professor de Sociologia e não puderam assumir o cargo tendo em vista um item no edital que determina que apenas graduados com diploma anterior a 1998 estão aptos para dar aulas realizaram ontem um novo protesto em Campina Grande.Segundo os recém-formados que passaram na seleção, existe uma resolução no Conselho Estadual de Educação que garante direito a licenciados em Sociologia ou licenciados em Ciências Sociais de exercerem a docência da disciplina de Sociologia no ensino básico. Além da resolução do CEE, a Lei de Diretrizes e Bases do Brasil também garante a função aos aprovados.
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Manifestação no Auditório da FIEP
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Mayra Silva Diniz Gomes, formada em licenciatura em Ciências Sociais pela UFCG e aprovada em primeiro lugar no concurso, afirmou que a secretaria cometeu um equívoco ao elaborar o edital. “Com essa medida, eles estão excluindo os jovens cientistas sociais de exercerem seu trabalho. Pior que isso, estão desqualificando a igualdade do diploma de licenciados em Sociologia e Ciências Sociais garantidas pelo Ministério da Educação”, denunciou.
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Manifestantes conversam com o Secretário Sales Gaudêncio e o Reitor Tompsom Mariz
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Os cientistas sociais fizeram uma manifestação ontem à tarde na Praça da Bandeira, em Campina Grande, pedindo a convocação dos aprovados. Eles alegam que a Secretaria de Educação pode resolver o problema de forma pacífica e imediata com a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta. A secretaria no entanto reafirma que o edital foi elaborado com base numa resolução do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e que os alunos já sabiam da exigência antes mesmo de se inscreverem no concurso.
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Manifestação nas imediações da Praça da Bandeira
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Noventa e nove candidatos foram classificados para o cargo, mas apenas 25 puderam tomar posse na data prevista por terem entrado nos cursos antes de 1998. Cerca de 15 alunos recém-formados entraram com ações na Justiça e conseguiram liminares para assumir o cargo. Mas para os alunos, é preciso que todos os que foram aprovados na seleção tenham o direito assegurado.

Na FIEP

Após o Ato Público na Praça da Bandeira, os cientistas Sociais se dirigiram ao Auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, onde se realizava o Seminário internacional “Desenvolvimento Sustentável e Territórios Rurais: Desafios para a Ação Pública” evento realizado pela UFCG em parceria com instituições francesas, inserido na programação do Ano da França no Brasil. No local, os manifestantes conversaram informalmente com o Secretário Sales Gaudêncio e com o Reitor Tompsom Mariz, sendo pré-marcadas audiências com ambos.
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José Wilton, um dos aprovados no Concurso, avaliou positivamente as manifestações, pela razão de poderem expor suas questões pela primeira vez diretamente com o secretário de Educação, e também pelo alcance que as manifestações tiveram na comunidade acadêmica presente no Auditório da FIEP, e na sociedade em geral.
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O Movimento prevê novas manifestações.
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* Com Informações de Jaqueline Santos/Jornal da Paraiba, Edição de 23 de Setembro de 2009.
* Clique nas Imagens para velas em tamanho maior.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Abertas inscrições para pós-graduação em Ciências Sociais na UFCG

São oferecidas 20 vagas para o mestrado e 10 vagas para o doutorado

Estão abertas na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) as inscrições para a Seleção 2009/2010 dos cursos de mestrado e doutorado em Ciências Sociais. São oferecidas 20 vagas para o mestrado e 10 vagas para o doutorado. Os processos seletivos constarão de três etapas, todas eliminatórias e classificatórias: prova escrita, avaliação de projeto de pesquisa e entrevista. O resultados será divulgado até o dia 18 de dezembro.

As inscrições prosseguem até o dia 23 de outubro na Secretaria do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCS), no Bloco B do Centro de Humanidades, no campus de Campina Grande, das 8h às 12h e das 14h às 17h. As taxas custam R$ 20 para o mestrado e de R$ 40 para o doutorado.

As inscrições também poderão ser feitas pelo Correio (via Sedex), sendo considerada a data de envio registrada no envelope. Outras informações podem ser obtidas pelos fones (83) 3310.1051 ou 3310.1223.

Veja aqui o Edital

* Kennyo Alex - Asssessoria de Comunicação/UFCG

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Professor da UFCG participa do Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste

Evento acontece até sexta-feira, 11, na UFRPE

Instabilidade, desigualdade e desemprego são alguns dos temas que o professor Roberto Veras de Oliveira, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), está debatendo no Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste, que acontece até sexta-feira, 11, no campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos.

O evento é coordenado pela Fundação Joaquim Nabuco e apresenta 30 Grupos de Trabalho (GTs), cada um organizado em três sessões com cinco apresentações e dois painéis, para expor os resultados de pesquisas de 50 programas de pós-graduação de várias instituições de ensino.

O GT do professor Roberto Veras vai discutir questões ligadas a trabalho e emprego, mais especificamente nas regiões mais periféricas do Norte e Nordeste. Para ele, as formas de trabalho estão se tornando cada vez mais flexíveis e precárias. “Além disso, a vontade de entrar mais cedo no mercado de trabalho muitas vezes gera atitudes precipitadas dos jovens, que deixam de buscar qualificação”, disse.

“Muitas vezes o jovem não encontra oportunidades, e as que aparecem normalmente são muito desqualificadas do ponto de vista salarial e de condições de trabalho. Ele tem que se inserir precocemente no trabalho e a família toda é desestabilizada por essa situação”, comentou.

* Kennyo Alex - Assessoria de Comunicação/UFCG, com dados da Rede Globo Nordeste
Disponivel em:
http://www.ufcg.edu.br/prt_ufcg/assessoria_imprensa/mostra_noticia.php?codigo=9325